segunda-feira, 29 de junho de 2009

Saudade

Palavra bem brasileira para definir o que a falta de alguém faz com o coração...
Escrever sobre saudade não é como escrever sobre o amor, apesar desses dois sentimentos serem intimamente relacionados. A saudade dói. Talvez mais do que o desprezo. E por que?
O desprezo, apesar de te jogar num poço aparentemente sem fundo, não te enche de esperanças, muito menos de LEMBRANÇAS. O desprezo é curto e grosso, mesmo que o seu coração teime...
Já a saudade só existe quando você já teve algo, já experimentou e por alguma razão a vida lhe tirou o que você tanto amava... A saudade dói mais, a saudade não tem cura.
Triste, não?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Não quero falar de amor

Não quero falar de amor.. Não, não quero mais.
Depois de tudo que já disse (e disse muito) cansei de pensar que é algo que realmente possa existir.
Bom, talvez exista... Mas no meu mundo ainda não achei tal coisa.
Talvez o meu universo seja diferente dos outros, quem sabe. Ou então o meu "amor" não seja igual a esse que se vê por aí. Como posso saber? Nunca me ensinaram qual é o amor com o qual se deve amar alguém.
Sei que existem amores diferentes, aqueles que a gente aprende ainda cedo: amor de pai, amor de mãe, amor de melhores amigos, amor de irmãos. Esses amores eu tenho, eu sinto, eu amo.
Mas me admira o milagre do amor, aquele amor que se doa para a felicidade do outro.
As pessoas fazem loucuras, quando amam.
Quanto mais ouço falar, quanto mais tento entender, menos respostas eu tenho.
Já gostei de alguns garotos, já me apaixonei.
Mas... amei?
Não, eu não amei.
O que é esse sentimento que leva o ser humano a desejar de todo o coração a felicidade de outra pessoa? O que é isso que faz as pessoas parecerem idiotas perto de quem amam? O que faz uma pessoa ser tão importante a ponto de ser desejada pro resto da vida? Por que aqueles olhos... eram os mais lindos do mundo?
Já fui enganada algumas vezes por mim mesma, pensei que estava amando, mas quem sou eu para saber quando é amor?
Eu não sei. De verdade...
Invejo as pessoas que podem dizer com certeza que amam. Seus universos agora têm um centro. Não é o amor a coisa mais importante?
Então ainda não tenho sol.
E também não quero procurá-lo. Estou cansada, exausta.
O recomeço me parece trabalhoso demais, perigoso demais. Pode ser que tudo não passe de outro erro, erro este que pode me ferir ainda mais que o anterior. O medo não me deixa largar o meu porto seguro, tal qual uma criança que não quer tirar as bóias para nadar, ou as rodinhas da bicicleta, tudo por medo de cair e se ferir.
Mas que coisa, dizendo aqui que não quero mais falar de amor, escrevi um texto só sobre ele.
E já que te contei que tenho medo feito uma criancinha, vou contar mais uma coisa.
Eu menti.
Dizem que amor que é amor não acaba, apenas se transforma para que a vida possa continuar sem sofrimento...
Eu menti pra você, assim como uma criança que finge não saber nadar ou pedalar, para que suas bóias e suas rodinhas não sejam retiradas, para seu conforto, para não fazer tanto esforço...
Eu menti, porque eu já amei...
Não quero falar de amor... Não, não quero mais.
Talvez, eu queira deixar as rodinhas e as bóias de lado, e, talvez...
Eu queira viver o amor.