segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ballet adulto

 Aos 22 anos de idade, entrei pra aula de ballet clássico.
Parece impossível, ballet é pra quem começa criança, aos 3... 4 anos de idade. Né?
Bom, tem vários aspectos que nos levam a pensar assim, a flexibilidade, o desenvolvimento da musculatura corretamente, a força, a precisão adquiridas desde a infância por exercícios repetitivos e até exaustivos, que levam à perfeição.
É claro que aos 22 anos meu corpo não é flexível, não é forte o suficiente, tem seus defeitos, suas limitações. Mas, não dá pra dizer que é impossível fazer ballet clássico.
Quantas mulheres já sonharam em dançar ballet quando eram apenas crianças, mas não puderam frequentar aulas, por qualquer motivo...
Foi o meu caso.
Aos 8 anos fiz algum tempo de ballet. Só que a escola era muito longe, o horário era muito ruim... Bom, não deu pra continuar..
Mas era o meu sonho de criança.
Até que descobri que eu precisava deixar a minha criança viver o que precisava ser vivido e não foi.
Decidi retornar. Na primeira oportunidade que apareceu, alguém que desse aula de ballet clássico adulto, fui lá e me matriculei.
Faz pouco tempo, 1 mês apenas.
Mas é uma terapia incrível. Uma atividade física maravilhosa. E melhor do que ser uma atividade física completa, que tonifica, fortalece, dá equilíbrio e proporciona uma vida mais saudável, para mim, o ballet é a realização de um sonho.
Algo que cura a alma.
Me entristeço quando penso que durante os anos que passei sem fazer ballet, eu poderia tê-lo feito, e hoje seria uma bailarina e tanto.. rs
Mas o que me resta é o dia de amanhã, e eu estou muito feliz de poder realizar o meu sonho. O sonho da Jéssica lá de 1999... Até antes..
Claro que não é ballet profissional, não tem aquela rigidez toda.. (ainda bem, rs) mas ainda assim, eu sinto uma alegria imensa toda vez que vou à aula. Desde o momento de vestir a meia-calça, o collant e fazer o coque, até o último segundo de aula.
Essa foi a melhor decisão que eu poderia ter feito por mim, pra mim.. a minha pequena Jéssica agradece, e dá piruetas de felicidade.. rs

domingo, 8 de setembro de 2013

Amigdalectomia, cirurgia de retirada das amigdalas ou tonsilas - voz e dicção

Bom, devido a grande quantidade de pessoas que passam por essa cirurgia, e que vem aqui deixar as suas experiência e as suas dúvidas... Resolvi escrever este post.
Já tenho pouco mais de 1 ano de cirurgia.
Uma dúvida muito frequente que aparece é se a voz volta ao normal e se a dicção tbm volta ao normal.
Nada mais natural do que acordar dessa bendita cirurgia e perceber que sua voz não é mais a mesma, e que você não consegue falar palavras fáceis como "coca-cola" sem parecer que tem uma batata dentro da sua boca.
E agora? Será que vou falar assim pra sempre????? AI MEU DEUS!
Rsrsrs
Bom, primeiramente, relaxem!
Se a cirurgia é recente, você precisa reaprender a beber, a comer, a falar, etc... A região da cirurgia afeta tudo isso.. então é preciso paciência pra voltar pra sua vida normal.
Se a cirurgia não é tão recente (até uns 5 meses) devo repetir: PACIÊNCIA!!!
As coisas vão melhorando bem devagar. Pra alguns é mais rápido, para outros é bem demorado.
Eu não conseguia falar algumas palavras, isso me deixava frustrada, triste, especialmente pq não foi logo depois da cirurgia, mas durante meses!... Pensei que ia falar daquele jeito pra sempre. Fui ao médico e tudo... Ele me pediu exatamente isso: Paciência.
Esperei uns bons 8 meses, mais ou menos, para voltar a ter a minha boa e velha dicção. Então se você está preocupado por estar falando como se tivesse uma batata dentro da boca, apenas tenha paciência e deixe o corpo se consertar sozinho rsrs, acredite, você vai poder falar até russo com perfeita dicção se esperar.
Quanto a voz.. quem faz essa cirurgia tem muita chance de ter a voz mudada. Geralmente a voz fica mais aguda. No meu caso, nem sei, acho que minha voz ficou mais limpa. Porque antes as amigdalas eram tão grandes que influenciavam no tom da minha voz e na minha fala sem que eu percebesse. Agora percebo que a fala é mais limpa. No entanto, sempre que encontro alguém que não vejo há tempos, escuto um "nossa, sua voz está diferente!"... E sinceramente eu não sei se ficou mais grave ou mais aguda.
Logo depois da cirurgia lembro que ficou mais grave. Depois da recuperação não sei. Mas nada a reclamar.
Quem trabalha com música deve ser muito criterioso ao decidir se vai se submeter à cirurgia ou não, pois há risco de mudança na voz. E nunca se sabe se vai ser para melhor ou para pior.
Cada corpo reage de uma maneira.. Por exemplo.. Até hoje não consigo gargarejar. Tenho um grande problema com isso, mas entendi o por quê.
Minhas amigdalas eram grandes demais... O "buraco" que ficou, consequentemente, também é grande. Então sobra um espaço que a musculatura não consegue fechar quando se contrai, daí o fato de não conseguir gargarejar.
Mas são pequenas coisas com as quais devemos nos habituar.
Tenho acompanhado os comentários de muitas pessoas que estão passando pelo pós..estão pensando em fazer.. ou ja fizeram há algum tempo.
É muito interessante saber como aconteceu com vocês, e esclarecer a quem precisa passar pela cirurgia como ela realmente é, e seus efeitos imediatos e também futuros.
Estou bem, até hoje não tive NENHUMA inflamação na garganta (só espirros), nada de dor de garganta inflamada, aquela coisa que era rotina na época de amigdalas gigantes.
Eu pego resfriados, mas não afeta minha garganta, só o nariz, uns espirros, sabe como é, rsrsrs.
Mas aquele sofrimento mensal de dores de garganta fortíssimas, pus, vermelhidão, antibióticos.. Estou livre!!!!  Eis o lado bom de todo o sofrimento!
Será assim com vcs também!
É o que desejo, e espero ter esclarecido algumas dúvidas!
Grande abraço a todos!